O Lado Bom da Vida


Depois da minha primeira tentativa de escrever uma resenha ( vejam A Mulher do Viajante no Tempo) ser um tanto quanto falha, eu meio que percebi que não sou tão boa assim quando se trata de fazer resenhas. 

Mas, como um dos itens da minha lista de "Coisas para fazer enquanto tenho tempo" - meio dramático, eu sei. - é escrever sobre cada livro que leio, resolvi continuar tentando só para poder lembrar depois do que achei dele quando o li pela primeira vez, sabe? 


Daí que esses dias acabei de ler O Lado Bom da Vida de Matthew Quick, o livro que inspirou o filme com Bradley Cooper (The Hangover) e Jennifer Lawrence ( Jogos Vorazes) de mesmo nome.
O livro conta basicamente a história de Pat Peoples, um ex-professor por volta dos trinta anos que acabou de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses no "lugar ruim", Pat não lembra o que fez ir pra lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis ficassem um "tempo separados". Recheado de pensamentos positivos acompanhamos Pat na sua tentativa de ser um homem melhor praticando, como ele mesmo diz, ser gentil ao invés de ter razão e sua busca pelo final feliz do filme de sua vida.
Para ser honesta, o livro em si não me empolgou tanto quanto achei que seria e só foi ficando interessante mesmo lá pro finalzinho. Na verdade, o que me fez me apagar na história e querer chegar até o final foi seu personagem principal, Pat. Ele é um cara no alto dos trinta com a cabeça de um adolescente. E que apesar de seus problemas, está sempre lutando pra ser uma pessoa melhor.

Uma coisa me incomodou muito na história foi a constante referência aos jogos de futebol americano. Sério. Eles são quase 2/3 da história. E tá bom que esse é o elo de ligação entre Pat, o pai e seu irmão. Mas mesmo assim... O autor fez parecer que a vida de um americano gira em torno dos jogos dos Eaggles, ou qualquer outro time do tipo. E talvez seja mesmo.

Além do final da história ter deixado muitas lacunas abertas (sou do tipo que acha que cada personagem deveria ter uma atenção especial, e um final claro na trama). Por exemplo, como ficou a relação do pai e da mãe de Pat? 

Portanto, se você espera de "O Lado bom da Vida" um romance água com açúcar, no melhor estilo Nicholas Sparks, não leia. Sério. 

Costumo pensar que não importa quantos livros têm na sua estante, o importante mesmo é o que você leva de ensinamento deles. E embora "O Lado Bom da Vida" não esteja exatamente no meu Top 10, ele me mostrou que nem sempre os filmes tem finais felizes, no entanto, depois dos créditos as vezes tem aquelas cenas extras e são elas que fazem o resto do filme valer a pena.

Besitos,
Karol Victor.

2 comentários:

  1. Karol, n sei se vc escreve boas resenhas, mas parece q vc escreve bem, julgando pelo pequeno texto acima q vc postou.

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    1. hahahaha Escrever resenhas é sempre um problema pra mim. Mas de qualquer forma, obrigada. ^-^

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