Sobre o começo do fim e With Love, Emily






Quando a gente tá no Fundamental pensamos que o Ensino Médio é um marco na nossa vida, e que o pessoal que estão lá são os mais legais e descolados possíveis. Daí o 1º ano chega e a gente percebe que nem é tudo isso, mas mesmo assim  é empolgante porque tudo é novo: os amigos, e no meu caso, a escola e o Estado. No 2º ano toda a novidade já passou, e bem, a responsabilidade e a pressão são maiores porque o temido e esperado 3º ano tá logo ali batendo na porta. Esse é o ano, aparentemente, que a gente tem que tomar a decisão que vai afetar o resto da nossa vida: qual profissão seguir. E não. Essa não sou sendo dramática. É só que tudo parece absurdamente definitivo, e errar não é exatamente uma opção.


Desde da primeira história que escrevi sobre uma turma de escola que viajava no tempo - abstraiam, tenho meio que um "vício" sobre  viagens no tempo desde sempre - eu soube que Cinema era o que eu queria fazer. Tá a ideia não surgiu tão do nada assim, mas enquanto a maioria das meninas queriam ser veterinárias eu queria escrever roteiros. É a vida. Apesar de querer fazer cinema nunca fiz muito sobre isso - além de a cada dia escrever histórias e contos mais absurdos - até que eu tive que vir pra Pernambuco e escolher qual escola estudar. É meio estranho dizer isso, porém, uma das razões principais que escolhi minha atual escola não foi porque ela é a que mais ou aprova em Olinda, ou porque o diretor parecia o duende do filme Ella, e sim,  porque no primeiro e segundo anos os alunos tinham que fazer respectivamente como Trabalho de Língua Estrangeira: um clipe de uma música em português  passando-a para Espanhol/Inglês e fazer um curta-metragem original com no máximo quinze minutos. E no final do ano, teria um evento que premiaria aos melhores.
Primeiro e último ensaio
No primeiro ano gravar o vídeo-clipe não foi exatamente do jeito que uma parte do grupo esperava, e mesmo a gente ganhando "Melhor Clipe" eu não achei que o crédito foi nosso por razões que não vem ao caso agora. De toda forma, o segundo ano chegou e a gente tinha que gravar o curta. O meu grupo se dividiu como uma equipe de filme de verdade, então todo mundo tinha uma responsabilidade, no meu caso, fiquei como Diretora e Roteirista. Os problemas começaram para decidir a estória: cada um queria uma coisa totalmente diferente, o que gerou muita briga. Mesmo. Quando por fim, decidimos sobre o que seria restou a minha parte: escrever o roteiro. Sempre tive problemas em escrever dramas porque bem, qualquer drama que eu escrevesse ficava a lá novela mexicana. Acabou que acho que deu certo - mesmo eu escrevendo tudo dois dias antes do prazo de entrega.


Super animada de bobes na Praça do Carmo. SQN
Gravamos tudo na correria - como sempre - e pedimos permissão pra gravar na Biblioteca Pública de Olinda. Quase abraço a coordenadora da Biblioteca quando ela disse que iria abrir no Domingo só pra gente gravar. Valeu Dona Roberta. Resultado: a maioria do curta foi gravado lá, até as cenas que não foram na Biblioteca.
Apesar dos estresses e brigas que sempre tivemos em todas as etapas de gravação foi uma experiência mais do que incrível - até quando eu tive que descer no meio da Praça do Carmo de bobes e com o cabelo duro de laquê. Valeu Camylla.


"Adam e Susan" descansando da maratona de gravação. 
O dia da exibição dos filmes na sala foi um dos mais assustadores/vergonhosos que já passei. Todo mundo do meu grupo já não aguentava mais "With Love, Emily" e a gente tinha certeza que o professor e a maioria das pessoas iam achar uma droga total. É... Para nossa surpresa não foi bem isso que aconteceu, e aparentemente as pessoas gostaram de verdade do que a gente fez, inclusive o professor - ou talvez elas gostaram porque o professor gostou, mas isso não vem ao caso.
E como eu tinha comentado, no final de tudo teria uma premiação do CINE DOM. Sendo que das doze categorias o nosso curta foi indicado á oito: Melhor Figurino, Melhor Direção de Arte, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Atriz Coadjuvante (eu), Melhor Ator Principal, Melhor Filme por escolha popular e Melhor Filme.

O Fim - qualidade boa.
Na premiação eu estava no mínimo nervosa. Tudo o que a gente tinha feito durante ano seria premiado, ou não, ali. No final das contas, ganhamos Melhor Figurino, Melhor Direção de Arte e Melhor Filme por escolha popular. E bem, quando to nervosa tendo a falar coisas sem sentido e geralmente idiotas. E infelizmente, esse foi um dos momentos. Acho que nem posso contar quantas vezes repeti a palavra "muito" e "mesmo" quando fiz o discuso. Apesar disso, esse foi um dos dias mais legais do ano. Com certeza.


"Uma história de amor numa época mais simples e romântica, envolvida pela obra de Jane Austen que afirma que a maior loucura seria o próprio amor, mas seria ele uma ilusão?"

Esse é o filme pra quem quiser dar uma olhada, e essa foi a introdução que deram á ele no dia da premiação.

2 comentários:

  1. Já falei que vocês tiveram meu voto e que o curta de vocês valeu muito a pena no Cine Dom 2013, meus parabéns querida :)

    http://trezedigitos.blogspot.com.br/

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    1. Muito obrigada, Lisa. É sempre muito bom saber que alguém gostou de algo que deu tanto trabalho pra fazer. hahahaha :)

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